A nossa casa de Florbela Espanca - Análise das rimas
O soneto de Florbela Espanca nomeado "A nossa casa" (digitado ao final) apresenta um esquema de versos polirrimos com rimas finais. Na primeira estrofe temos rimas alternadas ABAB, composta de rima pobre "casa" e "brasa" e rica "vejo" e "desejo"; Na segunda estrofe temos rimas opostas ABBA. Sendo "casa" e "asa" rimas pobres e "invejo" e "beijo" rimas ricas. Estas são do tipo impura. Também podemos considerar rimas paralelas, em relação a primeira e segunda estrofe, para as palavras "desejo" e "invejo", rimas do tipo consoante suficiente. Os tercetos apresentam rimas entre os dois primeiros versos, sendo que o terceiro verso do primeiro terceto rima com o terceiro versos do segundo terceto. A nossa casa, Amor, a nossa casa! Onde está ela, Amor, que não a vejo? Na minha doida fantasia em brasa Constrói-a, num instante, o meu desejo Onde está ela, Amor, a nossa casa, O bem que nes...