Um soneto de C. S. Lewis
Apresento uma tentativa de tradução de um soneto de C.S. Lewis.
Levante meu corpo, meu pequeno corpo, temos nos esforçados
Bastante, e Ele é misericordioso; estamos perdoados.
Levante-se pequeno corpo, e vá pálido como uma marionete,
Branco como a roupa de cama na cama, e frio como a neve,
Despir-se com os dedinhos frios e a luz apagar,
E na noite sagrada, mortal silencioso, sozinho ficar,
-Um prado achatado pela chuva, um copo
Esvaziado e limpo, um lavado e dobrado trapo,
Cor desbotada, diluída até esfarrapar
Pela sujeira e pela sujeira a lavar.
Não se aqueça logo outra vez. Fique frio; consentimento
ao elemento aquoso do perdão e do esgotamento.
Beba a água amarga, morte fria em respiração;
Em breve vem o motim do nosso sangue e exalação.
Segue abaixo o texto original:
Arise my body, my small body, we have striven
Enough, and He is merciful; we are forgiven.
Arise small body, puppet-like and pale, and go,
White as the bed-clothes into bed, and cold as snow,
Undress with small, cold fingers and put out the light,
And be alone, hush'd mortal, in the sacred night,
-A meadow whipt flat with the rain, a cup
Emptied and clean, a garment washed and folded up,
Faded in colour, thinned almost to raggedness
By dirt and by the washing of that dirtiness.
Be not too quickly warm again. Lie cold; consent
To weariness' and pardon's watery element.
Drink up the bitter water, breathe the chilly death;
Soon enough comes the riot of our blood and breath.

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